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Sexta-feira, 4 de Agosto de 2006

Maria de Lurdes Rodrigues na A.R.

Muito se disse sobre a ida da Sra. Ministra à A.R . dar explicações sobre a polémica decisão de mandar repetir os exames de Física e Química. Não vou tecer considerações sobre a oportunidade da decisão. Outros falarão com mais propriedade. Mas quero tecer considerações sobre a demagogia feita por muitos deputados e a falta de urbanidade de alguns.


Ficou claro que apenas entenderam aquela ida à Assembleia como uma oportunidade de se vingarem das batalhas, todas perdidas, ao longo destes 16 meses… (E eu que votei toda a minha vida no partido de um elemento da A.R . que usou da palavra da pior maneira!) Ficou claro que nenhum soube explicar o que teria feito melhor para “remendar” o mal provocado por reformas em cima do joelho herdadas de governos anteriores.

 

Eu, que acredito que os políticos “não são todos iguais”; eu que acredito que são insubstituíveis (como poderá a sociedade organizar-se em democracia sem políticos?); eu que acredito que há vários que trabalham pela gestão da pátria pensando no melhor para todos…fiquei desarmada perante os cépticos da política, pois estes deputados não se dignificaram…não nos dignificaram!

 

Mas há surpresas boas que se têm! Ainda há pensadores livres, mesmo dentro das máquinas partidárias! Ainda há quem defenda o que considera mais justo, sem pensar se isso lhe trará votos ou não! É um desses exemplos que me ocorreu citar, para os que ficaram desiludidos com os nossos deputados pelas mesmas razões que eu:


“David Justino elogia actuação de Maria de Lurdes Rodrigues /
Ex-ministro de acordo com a tutela na questão dos exames de Física e Química / notícia no D.N.

David Justino, ex-ministro social-democrata da Educação, elogiou a forma como a actual ministra Maria de Lurdes Rodrigues geriu a questão dos exames de Física e Química.

"No plano político, fez-se o que se deveria fazer: tratar como excepção o que parece ter sido excepcional e tentar atenuar os prejuízos que essa excepção provocou", escreveu David Justino, actual assessor para os assuntos sociais do Presidente da República, num artigo de opinião publicado no número de Agosto da revista "Pontos nos ii".

David Justino alertou para eventuais "erros de concepção dos testes" e para a necessidade de avaliar se os exames "correspondem ao 'standard' exigível e ajustado aos programas, ao ensino e às disciplinas".

Depois de feita essa avaliação, acrescentou, devem retirar-se "as ilações políticas que as circunstâncias exijam".

Frisando saber, "por experiência própria", que "não há ingerência política nos serviços de exames", David Justino sustentou que "se os erros e os desajustamentos persistem então a política tem de actuar".

David Justino criticou as "carpideiras de serviço" que insistem em misturar os planos técnico e político e que "mesmo sem conhecer o morto choram por estranho efeito de contágio".

No seu artigo, o ex-ministro da Educação critica a "elite bem pensante e mediática" que "aproveita para dissertar sobre o cataclismo das negativas que alguns títulos e notícias pintam de negro" sem antes analisar os resultados reais dos exames.


Nota para os apressados a retirar conclusões: Não, não acho que tenha sido um bom ministro, antes pelo contrário. A satisfação que as suas palavras me trouxeram foi por ter tido a prova de que ainda é possível ter um pensamento próprio dentro das máquinas partidárias e não subordinar as intervenções públicas às exigências da agenda política. (E como é mais fácil estarmos juntos numa imensa carneirada...)

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Domingo, 30 de Julho de 2006

Bitaites há muitos. Opiniões algumas.

A propósito dos exames de Química da primeira fase já muito foi dito. Não sendo a minha área e, dado o facto dos deputados da oposição presentes na AR no dia da discussão desta matéria… apenas me terem esclarecido sobre a sua falta de educação, não pude deixar de procurar as opiniões de quem realmente sabe do que fala.

 

Perguntei a uma amiga, licenciada em Química e professora do 1.º Ciclo, a opinião dela, mas infelizmente ainda não tinha visto as provas…apesar de estar “contra”, pelo que tinha ouvido dizer…

 

O Prof. Doutor José Teixeira Dias é professor catedrático de Química, e completa este ano, 40 anos de serviço (26 na categoria de professor catedrático), como docente universitário e investigador na área de Química-Física Molecular.

 

Elaborou um parecer sobre este assunto e que passo a transcrever.

 

Assunto: opinião sobre o exame de Química, 12º ano, prova nº 642

 

Sou professor catedrático de Química, completando, no decurso de 2006, 40 anos de serviço (26 na categoria de professor catedrático), como docente universitário e investigador na área de Química-Física Molecular. Desde 1991, sou Fellow da Royal Society of Chemistry (FRSC), tendo me sido atribuído, desde então, o título Chartered Chemist (CChem), após análise do meu curriculum vitae.

Tendo sido confrontado com notícias vindas a público sobre a prova de Química em epígrafe, entendo dever apresentar, no melhor do meu conhecimento científico, opinião sobre os referidos exames:

1. Nenhuma das questões da referida prova vindas a público se encontra ferida de erro científico.

2. Nas questões 3.1, 3.2 e 3.3 do grupo II da prova 642, recorre-se a um esquema químico para representar uma reacção de formação de um polímero e evidenciar, de modo claro, a unidade estrutural de repetição do polímero.

3. Tal esquema químico é designado por “equação química”, mas a possível ambiguidade inerente a esta designação no referido contexto é de imediato desfeita no próprio texto que precede as perguntas, quando se afirma: “A formação de polímeros de cadeia linear (novolac) ou reticulada (baquelite) depende das quantidades de fenol (a) e de formaldeído (b) usadas.” Esta afirmação revela, de modo inequívoco, o entendimento que deve ser dado aos coeficientes a e b .

4. Aliás, a apresentação formal e devidamente acertada desta equação química de polimerização confundiria certamente o estudante e constituiria, isso sim, uma verdadeira “ratoeira”, na medida em que deveria introduzir no segundo membro um coeficiente que artificialmente corrigia a correcta indicação da unidade estrutural de repetição do polímero.

5. Talvez por esta razão não seja frequente a apresentação, em conceituados livros de Química, de equações químicas de polimerização estequiometricamente acertadas.

6. Mais declaro que, na minha opinião, esta prova não contém erros científicos.

José J.C. Teixeira Dias

 

Leiga na matéria, para mim uma coisa é certa: antes UMA opinião de quem sabe o que diz do que MILHARES de bitaites de quem sabe muito de propaganda mas nada sabe daquilo que se trata.

 


Este parecer pode ser encontrado aqui:

http://www.gave.pt/2006/quimica642_fase1_parecer.pdf


 

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Homenagem aos bons professores

Na sequência do comentário da leitora “cidadã consciente” publicado meu post “Educação e Cidadania andam de mãos dadas” decidi, conforme lhe digo na minha resposta, escrever sobre os bons profissionais, pelas razões que enunciei então, na resposta a esse comentário.

 

Por isso publico aqui, em homenagem aos professores fantásticos que tive, aos outros que no mesmo local refiro e a todos os que andam por aí e que espero que sejam muitos… uma crónica assinada pelo Prof. Doutor Daniel Sampaio, Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, e que penso dispensar mais apresentações.


SOU UM PROFESSOR SÓ

Meu velho:

Desculpa estar sempre a mandar e-mails com as chatices da escola, mas és a única pessoa com quem posso desabafar sem problemas. Estou numa escola que conheces e, pelo que descreveste, pouca coisa mudou. A única diferença é que agora somos obrigados a estar mais horas e a confusão é grande. Imagina que se faz fila à porta do CE e que nos mandam dar aulas de substituição nas escolas do agrupamento, incluindo a do primeiro ciclo! Muitos colegas andam revoltados e os alunos não aceitam com facilidade um professor que não conhecem.

Eu vou fazendo pela vida. Não sou capaz de alinhar com os protestos, fiz greve apenas para não dar nas vistas; mas também sinto que as coisas precisam de ser melhoradas e por isso escrevo. No teu último mail recomendavas que me concentrasse na função actual do professor. Podes crer que fiz o TPC e aqui vai.

Sabes, António, sempre desejei ser professor. Quando era criança, inventava aulas a partir de um quadro preto que o meu Padrinho me tinha dado: explicava os meus próprios trabalhos a alunos imaginários, conversava com eles e até lhes ralhava. Fui para Estudos Portugueses porque sempre adorei ler e queria partilhar esse gosto com gente mais nova, depois fiz muitas acções de formação (com e sem créditos) para ver se ensinava melhor, estou na terceira escola e não quero desistir. Sabes o que não quero abandonar? O meu gosto em estar com crianças e jovens, nas diversas situações que ocorrem numa escola. Gosto de dar aulas, sobretudo quando consigo transformar a turma num grupo de trabalho e ponho toda a gente a participar. Adoro colaborar com a Associação de Estudantes e, bem ao contrário de ti, até tenho paciência para ouvir os pais, que recebo muitas vezes. Tenho muitas dificuldades, como sabes: os alunos têm poucas regras, sabem muito pouco e só falam em 'curtir', por isso às vezes me interrogo sobre o caminho a seguir. Com franqueza te confesso: sinto-me um professor só, às vezes quase um ET no meio da confusão, mas quero que me entendas. O meu lema é aproveitar TODAS as oportunidades para estar com os alunos, continuo com a ideia firme de que tenho coisas para lhes dizer e de que eles terão o maior gosto em estar comigo. Detesto quando os meus colegas (até tu) se põem a dizer mal de 5 mais novos, que não têm maneiras, que são ordinários ou desmotivados que parecem loucos. O nosso papel, a essência da nossa profissão não é justamente ajudá-los a crescer, escutá-los de forma activa, evitai que deixem a escola ou impedir que a frequentem sem sucesso? Posso dormir descansado quando cerca de 30% dos alunos da minha escola não completam o Secundário?!

Meu caro, não posso concordar com os colegas que dizem que estar com miúdos pequenos é ser 'ama-seca' ou 'entertainer'. Para mim, é uma ocasião que não posso perder: quero ouvi-los sobre as suas questões, auscultar os seus pontos de vista, ajudá-los a estudar, brincar com eles de forma organizada. No dia em que me convencer que os alunos do meu agrupamento, de todas as idades, se recusam a estar comigo, abandonarei a escola, porque de facto o meu ofício deixou de fazer sentido.

Estou de acordo que muito há a fazer para melhorar a confusão actual. As coisas precisam de ser mais bem explicadas e sobretudo melhor aplicadas. Mas recuso-me a cruzar os braços e a confessar que não sou capaz de falar com uma sala cheia de jovens desconhecidos. Mesmo que eles não me queiram à partida, não concordo: educar é também dizer não e acredito que tenho muita coisa para lhes dar. Responde depressa.
 
Um abraço, Hugo.


Esta Crónica foi publicada na Revista XIS, Jornal Público, a 03-DEZ-2005, e pode ser lida aqui.


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Sábado, 29 de Julho de 2006

Maria de Lurdes Rodrigues trouxe ao Ministério da Educação uma extraordinária lufada de ar fresco

Educação, professores e avaliação

Todos os governos têm bons e maus ministros. O actual Governo não é excepção: alguns ministros são excelentes, outros desastrosos.

 
A mais agradável surpresa entre os actuais governantes é provavelmente a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. A actuação da ministra da Educação tem sido, desde o primeiro dia, extremamente certeira.


Começou pela decisão, muito impopular mas não menos importante, de mandar encerrar escolas com um número insuficiente de alunos. Não é sério discutir-se constantemente os problemas de uma evolução demográfica muito preocupante, com muito baixa natalidade e o envelhecimento dramático da população, e esquecer que essa realidade implica necessariamente reduzir a oferta de serviços públicos dirigidos às crianças.

 
Mais recentemente a ministra começou a atacar o problema do insucesso escolar. Todos reconhecem que este é um dos problemas mais graves com que o país se defronta.

 
Apesar de Portugal ser um dos países do mundo que mais gasta em Educação, os resultados são muitíssimo insatisfatórios. Estamos num dos últimos lugares na Europa no que respeita ao nível educacional da nossa população. Arriscamo-nos mesmo a ser ultrapassados pela Turquia, país bem mais pobre e atrasado do que Portugal. É impossível pensar-se numa economia desenvolvida e moderna – com ambições de acompanhar o desenvolvimento baseado no conhecimento e de pôr em prática um ambicioso plano tecnológico – e manter um nível de insucesso escolar comparável ao dos países do Terceiro Mundo. Os nossos jovens deixam a escola com muito poucos conhecimentos; pior ainda, saem com o sentimento de que a exigência não interessa, que os exames são uma aberração, que a escola não os ajuda na sua vida e na sua realização profissional.

 
A grande controvérsia que hoje impera no mundo da educação resulta de a ministra ter afirmado que os professores também são responsáveis pelo insucesso escolar. E, no entanto, nada é mais natural: os professores têm uma missão bem definida, muitíssimo importante e insubstituível – educar.

 
Se a educação não está bem, se o insucesso escolar se tornou num problema gravíssimo, os professores não podem em caso algum dizer que não têm nada a ver com o assunto, que a responsabilidade não é sua, que outros são os culpados.

 
São eles quem dia a dia recebe as crianças, com a extraordinária missão de lhes transmitir conhecimentos, de os formar, de os preparar para a vida profissional e para o papel que cada um deve desempenhar na sociedade. O seu trabalho é dos mais nobres e dos mais importantes em qualquer sociedade. Por isso mesmo, tem de ser concretizado com grande seriedade e profissionalismo, respondendo a níveis de exigência muito altos.

 
Há evidentemente muitos bons professores em Portugal; há também muitos outros que encaram o seu trabalho como uma rotina que tem de ser cumprida, sem qualquer preocupação com os resultados.

 

Daí que, de facto, a primeira prioridade na melhoria da acção educativa tenha de ser uma séria avaliação dos professores, com grande capacidade de discriminação entre bons e maus, com recompensas tangíveis para os bons e sanções pesadas para os maus.


Depois de muitos anos em que todos os professores são classificados como muito bons e em que todos sem excepção sobem automaticamente ao topo da carreira, é imperativo que se reintroduza alguma seriedade na avaliação e que se restabeleça a meritocracia como critério único de progresso na carreira.
-------

Toda a administração pública portuguesa é avessa à avaliação. Muitos professores e, sobretudo, os seus sindicatos consideram a avaliação insultuosa, com o argumento falacioso que se destina apenas a poupar dinheiro.

 

A realidade é bem diferente: a pedra-de-toque de qualquer grande organização é a sua disponibilidade para aceitar uma avaliação séria, exigente e, sobretudo, independente.

 

Ao recusarem a avaliação, os professores – ou alguns deles – estão a prestar um péssimo serviço aos seus alunos: eles vão ser avaliados sempre, pela vida fora. Bem ou mal, essa avaliação determinará o sucesso ou insucesso que terão nas suas vidas. E quase sempre a avaliação será exercida de forma exigente e decisiva, pelo mercado, pela profissão, pelos destinatários da sua actividade. Os professores não podem argumentar que o que se aplicará aos seus alunos não é válido para eles próprios.


A essência de qualquer processo de avaliação é o seu carácter discriminatório. Os professores, como quaisquer outros profissionais, têm de aceitar que há muito bons, bons, medíocres e maus.


Daí que as quotas sejam absolutamente essenciais em qualquer processo sério de avaliação. Se, como, até aqui, a avaliação classifica todos bons ou muito bons, estamos perante uma enorme farsa, que justamente corresponde à negação do conceito de avaliação.

 
Por último, a participação dos pais no processo de avaliação dos professores é fundamental. Os pais são os principais interessados na boa educação dos seus filhos. Melhor do que ninguém, eles sabem o que é melhor para as crianças.

 
É aberrante que, reconhecendo a todos sem excepção a capacidade e competência para avaliar e escolher quem nos governa, não aceitemos aos pais a capacidade e competência de avaliar quem educa os seus filhos. Em todas as melhores universidades do mundo os professores são avaliados pelos alunos.


Não é, evidentemente, a única avaliação, nem talvez a mais importante; mas tem a vantagem de reflectir o ponto de vista daqueles a quem a acção educativa se destina. Nas escolas primárias e secundárias têm naturalmente de ser os pais a desempenhar esse papel.


Convém aliás recordar que os pais já hoje avaliam os professores em todas as escolas do ensino particular. E essa avaliação é a mais radical e definitiva: quando não estão satisfeitos, os pais retiram os filhos da escola e mudam para outra.

 

Se o princípio da participação dos pais na avaliação não se aplicar nas escolas do Estado, estamos apenas a retirar aos pais que optem por essas escolas um direito fundamental: o de terem uma palavra a dizer sobre a educação dos seus filhos.

 
As frentes de batalha que, provavelmente contra a vontade da ministra, se vêm abrindo na educação são das mais decisivas para o futuro do país.

 
O problema da educação não é o da falta de recursos – antes pelo contrário, é o do esbanjamento de recursos.

 

É indispensável repor uma grande seriedade na acção educativa, o que implica o empenhamento dos professores, os únicos que podem de facto fazer a diferença. A avaliação é uma peça fundamental da renovação que se exige na educação. E a participação dos interessados, a quem a educação se destina, é uma garantia de seriedade e de independência.

 
Maria de Lurdes Rodrigues trouxe ao Ministério da Educação uma extraordinária lufada de ar fresco. Pela primeira vez, desde há muitos anos, se estão a atacar os verdadeiros problemas de um sector fundamental da acção do Estado.

 
Se for bem sucedida, ficaremos com outra esperança quanto à viabilidade da reforma do Estado em Portugal.


Se ceder ou diluir as suas reformas face às posições retrógradas e corporativistas de quem se sente atingido no seu conforto e nos seus privilégios, então continuaremos com boas razões a duvidar do futuro do país.


 

Artigo de ANTÓNIO BORGES,

Ex-Dean do Insead, em Fontainebleau, França; Membro do Conselho de Governadores do Wellington College, em Inglaterra e membro do Concelho de Administração da Universidade Bocconi, em Itália.

In “Público”, 18.Jun.2006, e pode ser lido aqui.

 

Nota para os aliens desesperados que, confrontados com opiniões diferentes das suas, acusam os seus autores de “estarem comprados”: Querem ver que o P.S. conseguiu comprar o António Borges, “barão” do P.S.D.? Quanto terá custado?


 

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publicado por uma E.E. às 22:35
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Quinta-feira, 27 de Julho de 2006

Sindicatos dos professores

Encontrei um texto engraçado, que julgo importante porque transmite o que muita opinião pública sente. Pelo menos é o que me dizem muitos pais já cansados de irem por os filhos à escola e não terem professor.

Numa época em que muitos portugueses andam à cata de situações ilógicas e abusivas foi um erro a estratégia de terra queimada adoptada pela FRENPROF; os sindicalistas dos professores sabem muito bem quantas horas de aulas dão muitos professores, como são feitos os horários, como são feitas as turmas e quantas horas semanais trabalham a maioria dos professores. O resultado foi o que tiveram de ouvir do Presidente da República e o facto de muitos portugueses apontarem o dedo aos professores devido ao vantajoso estatuto, sendo inevitável a sua associação à má qualidade do ensino e ao insucesso escolar. Muitos dos professores dos ensino básico e secundário portam-se como professores universitários, vão às escolas dois ou três dias, dão umas quantas aulas e seguem para as suas vidas à espera que cheguem as suas férias prolongadas.


Texto retirado de “O jumento”, um dos blogs mais populares da blogosfera. É impressão minha ou ele já foi professor? Será que sabe do que fala?


Bem, mas eu acrescento que não são todos...são só alguns. Na escola de um dos meus educandos ainda no 1.º ciclo, por exemplo, o professor dele nunca faltou (bem haja!). Acreditem ou não...todos os outros, mas mesmo todos os outros docentes daquela escola, estiveram largos meses de baixa (e nas mesmas turmas chegámos ao ponto de termos 3 professores diferentes neste ano lectivo). Deve ter sido só azar!
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publicado por uma E.E. às 08:33
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