Blogue de uma Encarregada de Educação

Arquivos

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

A Ver:

Posts recentes

Há algumas coisas que me ...

Coisas que nunca mudam

Professores portugueses s...

O medo dos pais

Sugestão

Curiosidades...

Férias e muita brincadeir...

"Apenas" uma sondagem

Maria de Lurdes Rodrigues...

Hoje não aplaudo o Minist...

Associações de Pais e Enc...

Bitaites há muitos. Opini...

Homenagem aos bons profes...

Maria de Lurdes Rodrigues...

Sindicatos dos professore...

Educação e Cidadania anda...

A Memória Curta e os Sind...

Debate Nacional sobre Edu...

Dar Futuro ao Interior / ...

Concessão de equivalência...

Explicações : ou a insufi...

Ainda as Tecnologias

Novas Tecnologias

Professores incapacitados

Ainda sobre euros - Refei...

Apenas algumas das mudanç...

Porque estou contente com...

Posts favoritos

Apenas algumas das mudanç...

Maria de Lurdes Rodrigues...

Bitaites há muitos. Opini...

Professores incapacitados

Educação e Cidadania anda...

Dar Futuro ao Interior / ...

Terça-feira, 5 de Setembro de 2006

O medo dos pais

Esta coisa de ter crescido já em Democracia, deixou-me com algum defeito genético para compreender o Medo. Oiço na sic notícias um senhor de bigode a falar pela Fenprof , daqueles que deve dar tantas aulas como eu, preocupadíssimo com a avaliação dos professores e o papel que os pais possam vir a ter nessa avaliação. Tanto medo, tanto receio...só posso desconfiar que o senhor é um incompetente e tem receio de perder o lugar. Esta gente vive fora do mundo real. Para eles  avaliação, resultados e sucesso escolar são palavras proibidas.

Numa altura em que tanta coisa interessante deve ser discutida na Educação, estes senhores apostam em mandar-nos areia para os olhos e em continuar a fabricar instabilidades e turbulências. Continue Sra. Ministra, não volte atrás nem uma virgula.

sinto-me:
publicado por uma E.E. às 18:07
link do post | COMENTAR | favorito
9 comentários:
De Professora a 6 de Setembro de 2006 às 19:57
Não tenho medo da avaliação dos pais, nunca tive. Raras foram as vezes que a minha relação com os meus alunos foi má, raríssimas, posso contá-las pelos dedos.

No entanto, sim, já existiu um EE que queria à viva força que eu passasse o filho (faltava apenas a nota da minha disciplina para ele passar pois, de acordo com uma lei que muitos não conhecem, o aluno poderia aproveitar todas as notas do ano anterior (tinha tido 4 negativas) e ter positiva apenas a uma dessas disciplinas para passar sem problemas) e eu não lha dei porque ele não merecia - estudou apenas no último período, teve apenas um teste positivo durante o ano todo, passava todas as aulas apático, mentalmente fora da aula, os trabalhos que me entregou vieram cheios de erros, com casos de plágio claro... Lembrou-se apenas no fim. Não lhe dei o 3. A mãe do rapaz telefonou-me e tratou-me mal, disse que ela queria que o filho estudasse (!!!!!) e que havia muitos alunos que tinha passado com 4 negativas (o filho dela tinha tido 6 negativas neste ano em que fui professora dele) e que eu era isto e aquilo , quando finamente se calou e eu comecei a falar, desligou-me o telefone na cara.

Por acaso o CE apoiou-me. Destes pais eu tenho medo pois não são capazes de me avaliar convenientemente.

Mas, de qualquer forma, a avaliação os EE nem tem um peso assim tão importante na avaliação final dos professores e, por isso, como não tenho medo dela, não peço para a retirarem do novo Regime Legal da Carreira Docente.

A única coisa que peço, cara EE , é que não diga que apoia uma Ministra que quer acabar com as reprovações e com os trabalhos de casa (que decerto sabe serem extremamente importantes), que quer tirar toda e qualquer força aos professores para impor disciplina na sala de aula, só lhe peço para não fazer isso.

Porque eu apoio um novo tipo de avaliação docente, com exames, avaliação do meu trabalho - o trabalho não me assusta, nunca me assustou), mas não uma avaliação que me pune por eu partir uma perna no ano em que posso obter finalmente o meu último Excelente para poder progredir numa carreira, não uma avaliação que me diz: sim, tu és excelente, mas como só podem passar X professores, tu ficas para trás. Isso não.

Espero que a cara EE vá à escola várias vezes, saber do seu filho, e, por favor, se tiver algo a dizer contra algum professor, ou mesmo a questionar sobre esse professor, não o faça à frente do seu filho pois muitas vezes os EE não têm consciência do que é estar perante 26 ou 27 alunos e impor uma disciplina para depois os (alguns, claro) pais destruírem tudo por trás falando mal dos professores à frente dos seus educandos.

E no fundo tem alguma razão ao falar sobre os sindicatos. Muitas vezes os sindicatos apenas focam coisas que julgam ser o mais importante deixando outras coisas para trás. Mas, de momento, é o único que temos para nos defender. Não há uma Ordem dos Professores, pois, se a tivéssemos , não haveria decerto tanto desprezo por parte da sociedade para com os professores.

Peço desculpa por me ter alongado, mas acho que dizer simplesmente: Continue Sra. Ministra, não é correcto. Especialmente porque a ministra vais fechar mais de 1000 escolas obrigando assim muitas crianças, que suponho não ser o caso da sua criança, a percorrer dezenas de quilómetros em busca de uma educação. Acha mesmo que deve dizer: continue e não volte atrás nem uma virgula? Leu a nova proposta? Ou foi só pelo que viu na TV ? É que há muito mais na proposta do que o que se fala na TV , demasiado para se poder dizer: não volte atrás nem numa virgula. Ou será que, e espero que não, a senhora EE é apenas anti-professores ?
De uma E.E. a 8 de Setembro de 2006 às 13:10
Cara professora,

Li o seu comentário com a atenção que merece, e peço que leia a minha resposta com a mesma postura, pois ainda acredito que da discussão, às vezes, se faz alguma luz...

Afirma que recusa uma avaliação que lhe diz “sim, tu és excelente, mas como só podem passar X professores, tu ficas para trás. Isso não.”

Ora, como deve saber, a essência de qualquer processo de avaliação é o seu carácter discriminatório. E, como deve saber, também, há professores excelentes, bons, medíocres e maus, como em todas as profissões. Sabe igualmente que até aqui a avaliação classifica todos como muito bons e que todos sem excepção sobem automaticamente ao topo da carreira... o que só pode ser uma gigante farsa, a verdadeira negação de qualquer processo sério de avaliação! Daí que as quotas sejam absolutamente essenciais para o processo de avaliação. Há que distinguir, discriminar, entre bons e maus, com recompensas para os bons e sanções para os maus. Não concorda? É nisto que consiste uma avaliação séria, seja em que organização for, e os professores deveriam ser os principais interessados em que essa discriminação (avaliação) se fizesse. Só assim será introduzida seriedade na vossa avaliação, pois é a única forma de a fazer depender do critério do mérito para subir na carreira.

Quanto à opinião dos pais, é como diz, será mínima, sem grande peso. Por isso, também, não se compreende a posição dos vossos representantes nesta matéria, nem o escandaloso alarido que muito fazem. E, usar de exemplos concretos de casos infelizes, comportamentos menos bons por parte de algum encarregado de educação, para afastar os princípios que estão em causa é “raciocinar ao contrário” e não leva a lado nenhum, pois outra pessoa pode dar outros exemplos que sustentem a opinião contrária. No plano dos princípios o Estado reconhece a todos sem excepção a capacidade e competência para avaliar e escolher quem nos governa, por isso não vejo como não pode aceitar que na avaliação dos professores esteja reflectida o ponto de vista daqueles a quem a acção educativa se destina, os alunos, assim representados pelos pais. Acredito que se o principio da participação dos pais na avaliação não se aplicar na escola pública estamos a retirar aos pais um direito fundamental: o de terem uma palavra a dizer sobre a educação dos seus filhos.

Relativamente ao que me “pede”, de nunca “falar mal” de um professor ao pé dos meus filhos, pode estar descansada, nunca o fiz nem nunca irei fazê-lo. Trata-se de uma questão básica de educação, tão obvia que nem requer explicação. A autoridade do professor é tão respeitada lá em casa como a dos pais, se quer saber. E não é assim pelo mérito de algum professor em concreto, é assim porque tem que ser, (é uma questão de principio). É assim porque todas as crianças precisam desse respeito, dessa autoridade, dos limites, da hierarquia, do “cada galo no seu poleiro”.

Finalizo, respondendo: para o fecho das escolas veja o meu post “Dar futuro ao interior / Reordenamento das escolas do 1.º Ciclo”, de 13/07/06 - está no "Menu" em encerramento de escolas. Para essa coisa do anti-professores ”, veja o post “Explicações : ou a insuficiência do 1.º Post ”, de 21/07/06 - está no "Menu" em Adenda ao 1.º post ... para perceber o absurdo da expressão que usou, parece nome de claque de futebol.

Um bom ano lectivo!

Comentar post

mais sobre mim

Menu

1.º ciclo

1.º post

Adenda ao 1.º Post

Associações de Pais

Avaliação

cavaco silva

cidadania

curiosidades

debate nacional sobre educação

encerramento de escolas

ensinar e meritocracia

escola

exames de Química 12.º

faltas

Ministra da Educação

mudanças

opinião

pais

parecer

paulo sucena

professores

prolongamento do horário

Refeições escolares

sindicatos

sondagem

tecnologias

todas as tags

Pesquisar neste blog

 

Setembro 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

subscrever feeds

blogs SAPO